Imagine que está a gozar uma viagem única.

No regresso, quando está a fazer check-in no aeroporto, comunicam-lhe que o seu voo fará um percurso diferente do inicialmente definido e efetuará escala extra, numa outra cidade. Oferecem-lhe, além de uma compensação monetária, uma refeição, dormida e tour citadino.

Como reagiria?

A) Apesar da alteração em questão e de algum transtorno que a mesma pudesse acarretar, valorizava o facto de ter oportunidade de conhecer uma outra cidade de forma gratuita e continuava a desfrutar da viagem, aproveitando ao máximo o imprevisto.

B) Ficava irritado e pensava, de imediato, que a viagem em questão havia sido um erro, que viu logo que a companhia aérea contratada não era de confiança, que a visita a esta cidade ia ser um frete e, possivelmente, até iria implicar um atraso no regresso à sua vida pessoal e profissional.

Qual o sentimento no final da viagem, em cada uma das reações descritas?

Alguma delas contribuiu para evitar o diferente percurso de voo e a escala extra em questão?

Que reação permitiu tirar maior proveito desta viagem?

Agora olhe para a sua vida, também ela é uma viagem, uma experiência única!

Como a tem aproveitado?

O que acontece quando passamos a vida a reclamar, amargurados e sem motivos para sorrir?

Passamos (tal como na reação B supracitada), pela vida, infelizes, sem apreciar o que de melhor ela tem para nos oferecer, cansados do desgaste físico e psicológico que a nossa atitude de crítica destrutiva permanente implica e que em nada contribui para melhorar qualquer que seja a situação por que estejamos a passar.

Perdemos um rol de oportunidades fantásticas, tão perto de nós e óbvias, mas que o nosso foco permanente na insatisfação não nos permite aproveitar, nem tão pouco detetar.

Semeamos mal-estar e negatividade à nossa volta, colhemos afastamento e isolamento.

O desgaste físico e psicológico interferem com o sistema imunológico, o que nos deixa muito mais vulneráveis sob o ponto de vista da saúde.

Terminamos a viagem sofridos e frustrados por não a termos aproveitado!

Somos recordados como pessoas fracas, pela sua incapacidade de fazer algo para mudar, rezingonas, que reclamavam de tudo e de todos, amarguradas, com as quais era muito difícil estar, pela ‘onda’ de negatividade que transmitiam e pelo mal-estar que faziam sentir.

O que acontece quando revertemos esta atitude, energia e tempo gastos a reclamar e a criticar, para ações que nos permitem apreciar e aproveitar a grandiosidade da vida?  

Começamos a perceber que podemos e temos capacidade para mudar e desfrutar de todas as situações com que a vida nos surpreende, mesmo as mais adversas! Que podemos sempre escolher a perspetiva e atitude com que as interpretamos e que essa escolha determina o papel e impacto que as mesmas vêm a ter no nosso percurso, na nossa viagem.

Mesmo nas adversidades, se acreditarmos e agirmos no sentido da sua resolução e dos nossos objetivos, ao invés de gastarmos energia e tempo a reclamar ou a ‘enfiar a cabeça na areia’, obteremos melhores resultados e sentir-nos-emos mais satisfeitos, confiantes e com vontade de sorrir e celebrar.

Percebemos que a vida, independentemente do nosso género, nacionalidade e estrato socioeconómico, é uma experiência e uma viagem única. Que o facto de podermos usufruir dela é um privilégio e um motivo para agradecermos e celebrarmos!

Em cada despertar somos agraciados com mais um dia nesta viagem!

Esta perspetiva proporciona-nos um bem-estar imenso, que se traduz num equilíbrio ao nível da saúde e desperta sentimentos positivos que se refletem em amor e respeito pelo que fazemos e por todos os que nos rodeiam.

Semeamos amor, tranquilidade, harmonia, confiança, otimismo, acolhimento e respeito; colhemos admiração, respeito, amor, disponibilidade e dedicação.

A viagem termina serena, sem arrependimentos, com muita satisfação e gratidão pela experiência vivida.

Quer experimentar?

Escolha uma situação do seu quotidiano.

Adote a perspetiva B, registe os seus sentimentos, a sua expressão durante a vivência desta perspetiva.

Agora faça o contrário, adote a perspetiva A e proceda aos mesmos registos.

Que diferenças encontrou? O que retira da experiência?

O que espera para mudar?

A vida é um sopro, não perca tempo amargurado e a reclamar, aprecie a viagem, aproveite o melhor de cada momento!

Aproveite a sua vida, ela é única!

Mude de atitude! Você pode sempre escolher!

Comece devagar e vá progredindo passo a passo.

Proponho-lhe um desafio:

  • Passe um dia por semana sem reclamar. Registe como correu o dia. Logo que se sinta com vontade, aumente para 2 ou 3 dias até perfazer uma semana.
  • Comece a apreciar as pequenas situações positivas do seu dia a dia, anote-as, diariamente (ex.: estou grato por…; agradeço por…), pelo menos 1 a 3 coisas positivas que lhe tenham sucedido. Crie o seu livro ou outro objeto (por ex.: um pote ou uma caixa) da gratidão. Guarde-o num local de fácil acesso. No final de cada semana, consulte-o.
  • Ainda no final de cada semana, faça um balanço da introdução destas 2 pequenas mudanças na sua vida. O que retira?

 

Por Teresa Sousa

Coach Profissional, Psicóloga

Consultora/Formadora na Área Comportamental e de Recursos Humanos

Associada da Apcoaching

5 COMENTÁRIOS

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