Chega sem avisar, sem fazer alarido, sem hora marcada, um dia acordamos melancólicos, outro dia, tristes, outro dia, desanimados. Depois, vem a vontade de chorar e um vazio inexplicável que toma conta de nós. Assim é a depressão, caracterizada por uma tristeza diária, pessimismo, baixa autoestima e que desmotiva a pessoa para qualquer atividade do seu dia a dia.

Sofrer de depressão não é sinal de fraqueza, a pessoa não escolhe ter depressão, está, sim, numa luta interna constante e desgastante que consome toda a sua energia. Este mito faz com que a pessoa deprimida se feche no seu mundo, se isole e sofra em silêncio, tentando fugir ao estigma de fraqueza. O deprimido vive com os pensamentos voltados para o seu interior, deixa de prestar atenção ao mundo em volta, ao presente, no fundo, vive mergulhado no passado, preso às suas feridas que teimam em não cicatrizar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2030 a depressão será a doença mais prevalente, afetando mais pessoas que o cancro ou doenças cardíacas.

«Depressão é o excesso de passado na nossa mente.

Ansiedade é o excesso de futuro.

O momento presente é a chave para a cura de todos os males da mente.» (Júnia Brets)

 

A depressão não chega sozinha, faz-se acompanhar de sentimentos negativos, afetando a mente e o corpo através de dores físicas e um mal-estar corporal que tornam o dia do deprimido cinzento.

Principais sintomas da depressão

  • Humor depressivo, irritabilidade, angústia;
  • Fadiga, desânimo, desinteresse;
  • Choro recorrente;
  • Sentimentos de insegurança, tristeza, medo, vazio e desespero;
  • Pessimismo, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida;
  • Ideias de suicídio;
  • Pensamentos negativos e ruminantes;
  • Raciocínio lento e dificuldades de concentração;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Dores musculares;
  • Insónias;
  • Falta de apetite.

 A depressão tem cura?

O tempo não cura a depressão. Ignorar a doença e os seus sinais não a vão fazer ir embora. Muitas vezes, o uso de medicação é necessária para estabilizar o depressivo e evitar o suicídio, no entanto, o apoio psicoterapêutico tem-se mostrado ao longo dos últimos tempos uma mais-valia para a cura da famigerada depressão.

A psicoterapia, incluindo a hipnoterapia, procura descobrir as causas da depressão, trabalhá-las e inoculá-las, para que as emoções nefastas criadas em momentos de tensão do passado deixem de se manifestar no presente. Por outro lado, auxilia na reestruturação psicológica dos indivíduos, ajuda a encontrar um sentido para a vida e, sobretudo, permite um incremento de pensamentos positivos e de autoestima.

A mudança do padrão mental e emocional em simbiose com uma conduta física saudável parece ser a combinação-chave para a cura desta doença. Quando se trata de uma doença emocional, não chega agir sobre o corpo físico, sobretudo, é essencial uma abordagem psicoterapêutica, um mergulho nas nossas experiências passadas, resgatando aquela parte interior que tem vindo a gritar por socorro na escuridão dos seus pensamentos. A hipnoterapia é uma técnica tão antiga como a Humanidade, que permite essa viagem de salvamento ao mundo interior.

É essencial saber escutar a doença, perceber que ela tem uma mensagem para nós. Às vezes, ela só quer um pouco de atenção, um pouco do nosso tempo para nos mostrar a mudança que a vida está a pedir-nos há muito tempo.

«Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim, transforme-a.

Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.» (Viktor Frankl)

Valorize a sua vida, potencie os seus recursos internos, ame-se, você é a pessoa mais importante da sua vida.

«As suas emoções são únicas, você também.» (Alberto Lopes)

Deixe-nos cuidar de si.

 

Por Cátia Costa

Hipnoterapeuta

Clínica Dr. Alberto Lopes

geral@hipnoseeregressao.com / 225 028 162 

 

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