Simpático, extremamente atencioso e muito carismático. Assim é Pedro Choy. A HealthAdvisor esteve à conversa com o médico, considerado o rosto da medicina chinesa e da acupunctura em Portugal, onde partilha memórias de infância, fala sobre si e as suas conquistas. Uma conversa verdadeiramente inspiradora…  

Tem uma história de vida surpreendente. Pode partilhá-la connosco?

Sou natural de Macau, a minha mãe é chinesa e o meu pai é português. Vim em pequeno para o Ocidente, mas fui educado pela minha mãe, já que o meu pai era militar. Ela sempre me fez pequenos truques de acupunctura, massagens, aquecer aquele ponto, etc. E, como cresci a fazer também artes marciais, é natural que me tivesse vocacionado para as artes do Oriente. Quando comecei a estudar Medicina, em Coimbra, nasceu em mim a ambição de estudar Medicina Chinesa e, como a partir do 4º ano me senti desiludido com o curso, os hospitais, o funcionamento da Saúde, até porque aos 20 anos era extremamente idealista, acabei por levar para a frente, esse desejo. Consegui, na altura, uma bolsa para a China que acabei por recusar por receio da minha liberdade, e fui para Marselha, onde é o curso mais chinês da Europa. No início da década de 80 regressei a Coimbra com um projeto pioneiro: abrir uma clínica exclusivamente de medicina chinesa. Este início de atividade está umbilicalmente ligado à expansão da medicina chinesa no nosso país. Durante muitos anos trabalhei entre 10 a 12 horas por dia para poder dividir-me por entre as várias clínicas que já estavam em funcionamento na altura. Atualmente, já são 19 Clínicas Pedro Choy e 2 Centros de tratamento distribuídos por Portugal Continental. Desde o início da minha carreira que estou envolvido e tenho participado ativamente no reconhecimento e regulamentação da medicina chinesa em Portugal.

É considerado o rosto da medicina chinesa e da acupunctura em Portugal. Como se sente sabendo que é um exemplo para muitos?

Ensino desde 1997 e já formei muitos profissionais de saúde altamente qualificados para o exercício da medicina chinesa. Nos últimos anos dediquei parte significativa do meu tempo à luta por uma sólida regulamentação da acupunctura e da medicina chinesa em Portugal, porque acredito que é o caminho certo. Cada um de nós tem o direito de escolher como quer ser tratado, que medicina ou terapia pretende para a sua saúde. Talvez por estas razões não passe despercebido…

Desenvolveu e aperfeiçoou, ao longo dos seus anos de exercício clínico, um método próprio para as mais diversas patologias, método esse que partilha em exclusivo com a equipa de acupunctores que trabalha nas suas clínicas. Fale-nos deste método diferenciador…

Porque os tempos mudam e as exigências da sociedade também, ao longo dos anos de exercício clínico, desenvolvi um método próprio para as mais diversas patologias. Segurança, Qualidade e Recuperação do Equilíbrio Energético são os pilares deste MÉTODO que já demonstrou a sua grande capacidade em trazer as potencialidades da medicina chinesa à saúde do cidadão de hoje. Depois de analisar a queixa principal do paciente e pesquisar os seus sintomas é feito um diagnóstico energético. A partir dele prescreve-se o tratamento (sessões de acupunctura, tui na e fórmulas à base de plantas) para melhoria global do estado de saúde, o que inclui sintomas que, muitas vezes, os pacientes nem referem na consulta. Cada acupunctor é instruído e acompanhado pela minha supervisão, conferindo assim a partilha de uma formação competente que se baseia não só na experiência milenar da medicina chinesa, mas também na experiência alcançada ao longo das últimas décadas.

«As doenças, para a medicina chinesa, são desequilíbrios energéticos e a acupunctura é o principal meio para reorganizar a energia»

O que está comprovado sobre a forma de atuação da acupunctura?

A acupunctura é uma técnica que consiste na colocação de agulhas em pontos específicos do corpo, a fim de estimular o sistema complexo de meridianos energéticos que percorre o organismo. A inserção de agulhas promove, assim, a regulação da circulação energética, restabelecendo o seu equilíbrio e, logo, o estado de saúde do organismo. Este reequilíbrio da circulação energética pode ser feito tanto com as agulhas como recorrendo a laser, para as pessoas que, por opção, preferem evitar a acupunctura tradicional e no caso dos tratamentos em crianças. Para se fazer acupunctura há que encontrar o ponto certo no corpo, a fim de tratar o problema em causa. Depois de se encontrar esse ponto coloca-se uma agulha, muito fina, sobre esse ponto e deixa-se ficar durante cerca de 20 minutos (exceto indicação terapêutica diferente) numa sessão que deverá, inicialmente ser repetida semanalmente (exceto indicação terapêutica diferente). Os pontos específicos do nosso corpo onde se colocam as agulhas encontram-se nos meridianos energéticos. Estes meridianos são as vias de circulação da energia no nosso corpo, e existem mapas seculares com a sua localização rigorosa. A acupunctura funciona porque se colocam as agulhas nesses pontos dos meridianos, regularizando a energia. As doenças, para a medicina chinesa, são desequilíbrios energéticos e a acupunctura é o principal meio para reorganizar a energia de forma a recuperar-se a saúde.

A acupunctura também pode ser utilizada em processos de emagrecimento?

Sim, a acupunctura é igualmente utilizada em processos de emagrecimento. O Método de Emagrecimento exclusivo nas Clínicas Pedro Choy é um método seguro, eficaz, duradouro, pedagógico, equilibrado e sem contraindicações. O Método exclusivo Pedro Choy garante a perda de peso e a sua manutenção, através de uma reeducação alimentar. São criados novos hábitos, mais saudáveis e equilibrados, para que o peso alcançado durante o tratamento se mantenha por muito tempo, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e maximizando o seu bem-estar. O Método de Emagrecimento elimina a ansiedade e angústia do processo de dieta, ao mesmo tempo que prepara o organismo para a perda de peso, moderando o apetite, regulando o trânsito intestinal, eliminando as gorduras acumuladas e equilibrando o metabolismo.

«A medicina chinesa é 100% natural e sem contraindicações»

Há situações que possam ser tratadas só com acupunctura?

A medicina chinesa é uma medicina geral, que possui saberes adquiridos ao longo de milénios. É utilizada em todo o mundo como uma ‘arma’ válida para qualquer tipo de patologia, sendo recomendada pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas patologias são tratadas, nas Clínicas Pedro Choy, com mais frequência e com bons resultados como é o caso de Reumatismos, Emagrecimento, Hérnia Discal, Acne, Dores Osteoarticulares, Tendinite, Varizes, Vertigens, Vitiligo, Psoríase, Envelhecimento, Stress, Depressão, Ansiedade, Anorexia, Psicoses, Acufenos, Artrite reumatoide, Artroses, Cansaço físico e intelectual, Cervicalgias, Doença de Crohn, Enxaquecas, Atraso de crescimento, Sequelas de AVC, Obstipação crónica, Alterações Sanguíneas, Asma, Infeções de repetição, Diabetes, Distúrbios Menstruais, Infertilidade, Fibromas, Fibromialgia, Insónias, Alergias, Tabagismo, Rinite, Sinusite, Doenças raras e ajudamos igualmente em questões relacionadas com a doença oncológica.

Mas, existem efeitos secundários?

A medicina chinesa é 100% natural e sem contraindicações. Segurança, fiabilidade e grande abrangência terapêutica, são as palavras de ordem que caracterizam esta Medicina, bem como, a sua capacidade de tratar o ser humano no seu todo.

As agulhas utilizadas nas terapias não provocam dor?

É frequente as agulhas serem alvo de fobias, pelo que muitas pessoas optam por não recorrer à medicina chinesa com medo das agulhas de acupunctura. O ato, feito por um profissional, de inserir a agulha através da nossa pele é indolor. O que se sente é uma ligeira sensação, que varia de pessoa para pessoa e que está também associada à sensibilidade de cada pessoa e ao efeito que a agulha vai ter no próprio tratamento. As sensações, referidas atrás, passam por sentir o local aquecer, a impressão de formigueiro ou a impressão de um ínfimo esticão. Mas, há muitos pontos de acupunctura onde nem se sente rigorosamente nada. Para quem sofra verdadeiramente de uma fobia às agulhas, estas podem ser substituídas pelo laser. Este é um método utilizado há muito tempo em crianças, pois estas são menos tolerantes à visão da inserção de agulhas, e também porque há uma certa dificuldade em manter as crianças quietas durante o período de tempo de uma sessão de acupunctura, que é de cerca de 20 minutos.

«Qualquer pessoa pode, sim, recorrer à acupunctura, mesmo sem estar doente, apenas por prevenção»

Qualquer pessoa pode recorrer à acupunctura?

A medicina chinesa tem como âmbito de ação a totalidade das doenças que podem surgir ao longo das várias etapas da vida: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade e é indicada para qualquer classe socioeconómica. Qualquer pessoa pode, sim, recorrer à acupunctura, mesmo sem estar doente, apenas por prevenção.

Nos últimos anos, a procura por tratamentos alternativos à medicina convencional tem aumentado, sendo que a acupunctura se tem tornado cada vez mais comum para resolver problemas a nível físico e psicológico. Podemos dizer que o bem-estar revela-se por dentro e por fora?

Apesar de ser considerado um método da medicina chinesa, a acupunctura já conquistou o seu lugar enquanto alternativa à medicina convencional do Ocidente, complementando-a. Estar bem de saúde é mais do que simplesmente não ter doenças. A OMS define saúde como bem-estar físico, mental e social. Atualmente, sabe-se que os fatores físicos e psicológicos estão intimamente ligados. Não é novidade, por exemplo, que a depressão enfraquece o sistema imunitário e pode influenciar a perceção da dor e que, pelo contrário, uma atitude otimista tem efeitos positivos na recuperação de doenças. O Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde das Clínicas Pedro Choy tem também este propósito: a medicina chinesa, ao nível da prevenção, traz um duplo benefício: reestabelece rapidamente o prazer de viver com bem-estar e qualidade de vida e evita que bloqueios se instalem no organismo e desencadeiem uma desordem energética de maior amplitude: a doença.

 

Créditos:

Fotos Pedro Choy: Cedidas pelo entrevistado

 

Por Tânia Martins

Jornalista

Editora HealthAdvisor

 

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