«Nos momentos mais difíceis da nossa vida, descemos do palco e tornamo-nos espectadores das nossas misérias emocionais.» (Augusto Cury -2004)

A educação a nível geral foi encaminhada para fatores externos, há um esquecimento total do mundo interno do ser humano. Os objetivos são quase sempre impostos pela competição, das notas, dos cargos, do sucesso, nunca do equilíbrio, da saúde mental e emocional. Aprendemos a ser os melhores, os campeões de nada, isto explica que os índices de depressão e de perturbação de ansiedade disparem nas profissões ‘ditas’ de maior sucesso, isto explica que gestores de grande sucesso, tendo tudo o que lhes disseram que os faria felizes (poder, carros, dinheiro, família, etc.), se sintam frustrados e as pessoas mais infelizes do mundo. Há um esquecimento geral do mundo psicológico, do mundo emocional. A par deste esquecimento encontra-se também o que designo por ‘fuga de si mesmo’. Certos pacientes ficam espantados quando descobrem no processo terapêutico que têm o direito de expressar as suas emoções livremente. Algumas pessoas quando precisam de chorar, saem de casa para que os familiares não os vejam chorar, outros recorrem a um comprimido para ‘abafar’ o que sentem. Será possível conseguir sair de uma depressão se não é permitido expressar o que se sente?
Todas as emoções são para ser vividas e sentidas, a negação de nós mesmos só leva a um adiar do confronto com o nosso mundo emocional. Tendo sempre como princípio que, enquanto os fatores externos podem ser desempenhados por outra pessoa, os internos só podem ser enfrentados pelo próprio, ninguém pode desempenhar o papel principal da vida do outro. Deste modo, é preciso subir ao palco, desempenhar o papel principal e deixar a plateia da nossa vida para todos os outros.

Caso sinta dificuldades em subir ao Seu Palco, saiba que pode recorrer a um psicólogo e fazer psicoterapia. Neste caminho, poderá experimentar um encontro consigo mesmo, o que o levará a um processo de tomada de consciência, que produz um autoconhecimento e felicidade.

Por Cristina Gonçalves D’ Camões

Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga e Psicoterapeuta

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