De facto é, de facto, utilizado várias vezes no meio do nosso discurso. Quando ‘de facto’, de facto, é pronunciado com humildade e circunstância, esquecendo a pompa, num tom ligeiro e adaptado ao contexto daquilo que, de facto, estamos a dizer, de facto, a expressão latina que significa, na prática, fica bem, e agrada ao ouvido de quem, de facto, a ouve. No entanto, quando ‘de facto’ é, de facto, exagerado no seu uso, quer oral quer escrito, torna-se, de facto, extremamente maçador ouvir a expressão ‘de facto’ tantas vezes. De facto, quase que não conseguimos ouvir mais nada que não ‘de facto’, de facto.

E é, de facto, uma verdadeira pena que, de facto, assim seja. É que o conteúdo vocabular que está a ser discursado, pode, de facto, muito bem ser de relevante e fulcral interesse, evidenciando, de facto, teorias e ideologias, de facto, importantes para o decurso do conhecimento da vida, tal como, de facto, a conhecemos hoje. Porém, estando de facto, efetivamente, a ser, de facto, abusado: de facto para aqui, de facto para ali, de facto para acolá; paramos, de facto, de prestar atenção aos assuntos de assinalada consideração, passando a achar que, de facto, o ‘de facto’, de facto, já começa a estar, de facto, ali a mais.

Pois é! De facto, temos de ter cuidado com as repetições da mesma palavra ou expressão que, de facto, dizemos enquanto tentamos explicar a alguém o que, de facto, pensamos. Porque a única coisa que ficará na memória desse alguém, será, de facto, somente a expressão repetida; neste caso, ‘de facto’. De facto, sabia que aquilo que, de facto, dizemos não é, de facto, tão importante quanto COMO, de facto, o dizemos, de facto. É, de facto, interessante, não é? De facto, é!

  • Palavras: 7%
  • Tom de voz: 38%
  • Linguagem corporal: 55%

Escusado será, de facto, dizer que quem conseguiu ler este texto até aqui ou, de facto, não tem mais nada para fazer; ou espera que, de facto, este enfadonho, ridículo, encabulado texto termine, pelo menos, da melhor forma do que, de facto, começou. Que se veja nele, de facto, algum objetivo, quem sabe, de facto, educativo ou, até, terapêutico. Assim sendo, de facto, o melhor será desenganar-se, porque, de facto, este texto, de facto, já terminou.

 

Adolfo Carvalho

Professor, licenciado em Educação e Hipnoterapeuta

Especializado em Hipnose Médica, Hipnoanálise e Hipnose no Desenvolvimento Pessoal

Clínica Dr. Alberto Lopes (Aveiro e Porto)

geral@hipnoseeregressao.com | 225 028 162

aveiro@hipnoseeregressao.com | 234 051 339

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