Questiono-me tanto e sobre tantas coisas… e hoje a questão é…:

Haverá doenças do corpo e doenças da alma? Creio que sim. Haverá a possibilidade de nós, seres humanos, livres na sua essência, não querermos que essas mesmas doenças nos constranjam as passadas e não nos castrem o futuro, contrariando o seu ciclo? CLARO QUE SIM.

Eu acredito. E acredito, porque vivi de perto uma experiência assim. Alguém inspirador. Absolutamente amoroso no seu conteúdo e na relação com os outros. Alguém a quem quiseram um dia travar a marcha. Alguém que podia desistir, mas que, pelo contrário, ganhou e alimentou a força e a coragem de largar o que não era seu.

E a doença, uma pseudo doença reumatológica, tinha que dar tréguas. Porque a Helena percebeu que não era o seu corpo que estava doente, mas a sua alma. E porquê? Porque o confronto diário e abrupto com o que não eram os seus valores, as suas crenças e os seus projetos, fez com que a sua alma se entristecesse e lhe mostrasse isso mesmo da única forma que ela pudesse entender.

E chorava a cada vez que tinha um novo sintoma, menos energia e menos vontade de acordar pela manhã e enfrentar todo aquele tormento mais uma vez. Eram dias longos e penosos. Eram, a seu ver, ‘apenas’, experiências. E a Helena sempre soube que sairia vitoriosa de um caminho que não tinha, conscientemente, escolhido percorrer, mas que estaria capaz de levar até ao fim, como tudo.

A oportunidade de reescrever a nossa história!

E, mês após mês de um diagnóstico um pouco difuso e de uma vida quase desconectada de si mesma, decidiu despir a roupa de dor que carregava e superar todo e qualquer sintoma que decidiu não querer sentir. E o que é certo é que conseguiu. Percebeu que não eram os medicamentos que a podiam ajudar. Sentiu que o caminho era o contrário ao que havia feito até então. Soube exatamente que, no momento em que enfrentasse as mesmas situações de colisão de valores e crenças (olhos nos olhos), bem como de conflitos mentais e emocionais, tudo ficaria bem.

E ficou. Maravilhoso, aliás. Foram tempos perturbados e perturbadores, mas nunca perdeu a fé. E, no fundo, sempre soube que não poderia ser de outra forma. Porque não estava a querer entender uma mensagem divina, ‘escrita’ no seu corpo para si. Contudo, teve a oportunidade de reescrever a sua história e de um corpo de dor, poder viver agora num corpo de prazer.

E pôde amar. Mais que nunca. E ser livre. De si, das suas condições, dos seus estados de espírito. E consigo, sempre pode ter os verdadeiros de coração. Os genuínos. Aqueles que sempre acreditaram tanto ou mais que ela, e que, muito embora possa parecer irónico, sempre puderam apoiar-se na sua força, na sua capacidade de renascimento e no amor incondicional que nasceu para dar aos outros.

Obrigada Helena. Obrigada por inspirares tantos corações de pessoas que acreditam que a vida tem que ser como é. Sem confrontos. Grata por teres ensinado, também a mim, que a vida é o que quisermos fazer dela e que somos soberanos na escolha do nosso futuro.

Grata por nos trazeres a tua luz, todos os dias, e lembrares que somos vítimas do que queremos e que o poder do nosso renascimento e da nossa glória está dentro do nosso peito. E, ainda, grata por me teres mostrado o quão é importante o que emanamos ao mundo, porque retornará a nós na mesma energia.

 

Por Andreia Dias

Praticante de Cura Reconectiva, Coach

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