EXERCÍCIO 1: CONTEMPLAÇÃO 

O primeiro exercício que proponho, como prática para o desenvolvimento da meditação essencial, é a contemplação. Ser e estar num espaço, sem desenvolver qualquer tipo de intenção ou propósito. Permita-se integrar no próprio cenário como uma peça num grande puzzle.

A ideia é escolher um momento, ou vários momentos do dia e durante cerca de 10 minutos (deverá colocar o cronómetro a contar o tempo), ficar imóvel, numa postura confortável e observar o que o envolve. Suavemente, como se qualquer movimento mais rápido fosse desencaixar o resto das peças do grande puzzle do cenário, apenas olhe… observe… veja com os olhos do coração – sem nada acrescentar ou retirar!

Caso sinta, ao longo deste exercício, pode fechar os olhos por uns breves instantes e levar para dentro de si o cenário que enxerga no exterior.

Mantenha sempre um sorriso tranquilo e sereno e lembre-se que tudo começa e termina em si!

Neste exercício, observe a intensidade das cores, a forma como elas se encaixam umas nas outras e, mais do que isso, a beleza natural da simples existência nesse momento!

 

EXERCÍCIO 2: INTEGRAÇÃO DO MEIO

Este exercício é para ser realizado em espaços públicos, onde exista movimento de pessoas, carros e situações barulhentas.

Deverás escolher um lugar ‘natural’ – ou seja, não precisa de se sentar no meio da praça em postura de lótus a meditar – pode ficar numa esplanada, num banco de jardim ou, simplesmente, a caminhar em passos lentos.

Se optar por estar a caminhar, deverá fazer o seguinte:

Preste atenção a cada passo. Cada vez que o seu pé toca a terra, todo o seu corpo ressoa na sua vibração e frequência. Sinta isso, passo a passo.

À medida que vai prolongando esse estado, deixe que os seus olhos comecem lentamente a fechar – não totalmente, claro, mas ficar apenas com os olhos abertos o suficiente para ver por onde anda. Pode usar óculos escuros, para não atrair atenções.

Cada passo, passará a ser o pulsar do seu coração – observe isso, sorria para isso e deixe-se guiar até sentir essa presença total em si.

Quando se sentir mais ‘dentro’ do exercício, pode observar a respiração e usá-la como ritmo para essa pequena caminhada.

Após uns quantos minutos de caminhada, pode parar e fechar os olhos e deixar-se inundar pelo movimento contínuo que acontece e flui agora naturalmente dentro de si, em que esse cenário ganha uma certa vida dentro de si…

Após uns breves instantes, use a respiração para ‘soltar’ esse cenário de dentro de si, e expanda-o para o exterior, tomando consciência da sua presença em espaço e tempo.

Sinta o vazio, a presença e a sensação consciente de ‘Eu Sou o Criador’!

Se optar por ficar sentado:

Comece por escolher um ponto-guia, que lhe servirá para marcar o início, o fim e o porto seguro, sempre que quiser voltar ao estado mais sereno.

Depois, observe o seu pulsar interior, e enquanto olha esse ponto, deixe que todo o seu ser se possa expandir por todo o cenário que o envolve – torne-se parte das cores, do movimento… das pessoas… das formas… deixe que a sua psique extravase e se envolva completamente nesse cenário…

Os sons, deixe que se tornem música de fundo – sorria para eles e sempre que um ou outro som soar mais forte, reforce o sorriso no seu rosto.

Pode e deve regressar sempre ao ponto-guia, de forma a dar subtilmente uma instrução de recomeço ou reajuste.

Quando sentir, e talvez após uns 10 ou 15 minutos – ou mais, se quiser – feche os olhos, sorrindo, e continue a fazer parte desse cenário que criou. Traga esse cenário ao seu coração e quando sentir numa próxima respiração, deixe que esse cenário se possa expandir para fora de si através de um sopro.

Sinta o vazio, a presença e a sensação consciente de – ‘Eu Sou o Criador’!

 

Por Joaquim Caeiro

Psicoterapeuta da Alma & Life Coach

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