Se pudesse ouvir mais do que o ruído que lhe murmuram em redor, certamente descobriria mais sobre si, sobre o seu centro, sobre o seu senso de valor. Sobre os seus valores. Afinal, o que valoriza? O que lhe faz arder o coração apaixonadamente? Afinal, o que não tem preço de tão valioso que é para si? O que o move? O que o encanta? O que o aborrece?

Se lhe perguntar… quem é você? O que me diz? Não, não aceito respostas do tipo ‘desligados’ ou ‘desvinculados’ de si, que falam somente do que fazem. Não! Quero que me diga quem é, em primeiro lugar. É homem, é mulher, é sensível, é corajoso, é destemido, é audaz? Depois sim, pode dizer-me o que faz. É médico? Terapeuta? Engenheiro? Educador? E o que tem? O que quer ter? Pode falar-me dos seus sonhos, dos seus objetivos, do que o faz acordar pela manhã com mais força para ser mais e melhor.

Ouvirmo-nos é tão importante quanto sabermos estar connosco, na nossa plena companhia. É gostarmos de nós. É não sermos, por isso, parte integrante do grupo de pessoas que, sem ter ainda aprendido a amar-se, agem como marionetas guiadas pelos preceitos sociais, sem desejos, sem sonhos e sem a sua singularidade.

E você? O que quer ser? Quem quer ser? Como pretende ser lembrado? De que forma poderá alcançar o que almeja?

Arrisco-me a dizer-lhe que saia da caixa. Que esqueça a sua zona de conforto ou o que lhe é mais simples. É a superação que o fará exceder os limites. E sabe, ultrapassado o primeiro degrau na subida da sua escada, rumo ao objetivo, tudo ficará mais claro e terá cumprido o passo mais difícil – comprometer-se consigo e… começar!

Se me permite, corre um novo risco. Digo-lhe que pense e sinta, verdadeiramente… POR VOCÊ! Os que nos rodeiam podem amar-nos, mas nem sempre serão as melhores validações às escolhas que possamos fazer. Além do mais, entendamos que não têm que compreender os nossos devaneios, os nossos objetivos, ou até mesmo, as nossas motivações. Amam-nos… e está tudo bem! Por isso lhe digo, o amor, na sua essência, é também liberdade. E, nesse mesmo sentido, acreditamos que quem nos ama nos deixa livres para decidir, na proporção do que é essa mesma liberdade, o nosso rumo. E nós, na medida que soubermos e pudermos, retribuiremos o amor, a leveza e a possibilidade de sermos quem realmente queremos ser, por INTEIRO!

É importante que se conheça e que saiba como chegou até onde está. Que defina onde quer estar daqui a determinado limite temporal. É importante que se ouça e que converse consigo mesmo. Quem melhor do que você poderá saber o que lhe dizer? Você é o especialista na sua vida. É fundamental que tome as rédeas do seu cavalo andante. Trabalhe a sua comunicação interna, a ligação racional e emocional… e verá que tudo fluirá de uma forma diferente, não apenas porque está realmente alinhado, mas porque está atento, a SI! E, se porventura até então estava em piloto automático, perceberá a dádiva que pode ser sentir-se vivo, pleno, consciente.

Corro um terceiro risco, no seguimento dos dois anteriores – peço-lhe que se coloque no seu primeiro plano. Não, não estou a dizer para viver de forma egoísta. Estou apenas a lembrá-lo que primeiro tem que se nutrir para que possa ser alimento para outros. E sabe que falo no sentido figurado.

Arrisque e vá até aonde neste momento não tinha ainda sido capaz de ir. Sinta o arrepio no estômago, a sudorese nas mãos, o tremor nas pernas. Sinta a adrenalina que lhe correrá nas veias e o fará, não somente cumprir o propósito, mas, quem sabe, superá-lo (só depende de si!).

Escute-se. Dialogue consigo. Pacifique o amor e a razão no seu corpo e na sua vida. Ame-se. Faça tudo o que despolete em si o sentimento de dever cumprido, de verdadeira superação e poderá experienciar a maravilhosa sensação de estar VIVO!

 

Por Andreia Dias

Praticante de Cura Reconectiva, Coach

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